Shaucha significa pureza

Shaucha significa pureza. Essa pureza não se aplica apenas ao corpo, mas também à pureza mental, de sentimentos, de expressão, enfim, a todos os níveis de pureza.
Se falarmos da limpeza física, podemos dividi-la em duas partes: a interna e a externa.
Sendo a pureza descrita por Patanjali em seu Yoga Sutras, shaucha tem um aspecto mais universal, e nos sutras essa limpeza não é detalhada.
Já no sistema de hatha yoga ela é bastante estudada e vários métodos são apresentados.
Se falarmos da limpeza exterior, o hatha yoga descreve práticas que vão desde a limpeza dos dentes até a limpeza da pele.
O hatha yoga descreve seis processos de purificação interna, a saber: Dhauti, Basti, Neti, Tratak, Nouli and Kapalbhati. Em outro artigo estudaremos com mais detalhes esses métodos.
Satya é um aspecto importante que deve ser considerado profundamente.
A exemplo do que ocorre com ahimsa, Satya não é apenas falar a verdade, mas sim a compreensão adequada do que é construído pela mente e que por sua vez é percebido pelos sentidos, seguido da transmissão dessa percepção ao exterior, através da fala e de outros meios de expressão externa.
Essa compreensão adequada é algo como reproduzir fielmente o que foi percebido (seja através da visão, audição ou compreensão mental), pela fala e também pela mente.

brahmacharya
A prática da continência deve ser uma premissa do estudo do Yoga
A palavra sânscrita brahmacharya é comumente traduzida como celibato ou abstenção sexual. No entanto, a palavra tem como tradução literal "Brahman é o mestre ou senhor".
Os brahmacharis são facilmente identificados por terem a cabeça raspada e apenas um pequeno tufo de cabelo na região do chakra bindu.
Esse tufo, chamado chuda, representa uma bandeira, um marco enterrado num ponto que simbolicamente está associado ao lago bindu, formado pelas correntes do rio Saraswati e que é onde, segundo os puranas, os sábios e rishis se reúnem para "voltar para casa".

Aparigraha significa não possesividade.
Guardar coisas que não são mais úteis para nós é conhecido em sânscrito como parigrah.
Num sentido mais profundo, aparigraha não é apenas o desapego, mas também o ato de estabelecer a real necessidade do objeto em si.
Normalmente, quando entramos em contato com um objeto através de nossos sentidos, que estão sendo dirigidos pelos nossos desejos, temos a tendência de "recompensar" o esforço que resultou nesse contato
 

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